8 de Março Destaques Geral

PA: Encontro do Movimento Feminino Popular celebra o Dia Internacional da Mulher Proletária no Sul do Pará

No último dia 08 de março o Movimento Feminino Popular realizou um vitoriosíssimo Encontro em celebração ao Dia Internacional da Mulher Proletária. Mais de 20 companheiras, ativistas do MFP, camponesas e estudantes, reuniram-se no barracão de um ativista da Liga dos Camponeses Pobres para uma tarde de ricos debates com o tema geral “A mulher e a luta anti-imperialista”, aprofundando acerca da situação política internacional e nacional, e do papel das mulheres na Revolução.

O espaço foi ornamentado pelas companheiras com uma grande faixa onde lia-se: “Viva o 08 de março: Dia Internacional da Mulher do Povo!”; e outra com os dizeres: “Fora ianques da Venezuela e da América Latina!”, assinada pela Liga Anti-imperialista Internacional. Estavam hasteadas as bandeiras do MFP, da LCP, da LAI e da Palestina, além das imagens da nossa grande fundadora, companheira Sandra Lima, e da camarada Norah, dirigente do Partido Comunista do Peru e o cartaz da campanha em solidariedade às prisioneiras de guerra do Exército Popular Paraguaio. Todas as companheiras usavam lenços vermelhos do MFP em torno do pescoço. O Encontro se iniciou em alto nível, com o canto do hino A Internacional e a intervenção inicial da companheira do MFP que conduziu a mesa, saudando a presença de todas as companheiras, em especial de companheiras da LCP, veteranas na luta pela terra na região, e às lutas dos povos em todo o mundo, em especial à Resistência Nacional Palestina e às Guerras Populares em curso do Peru, Índia, Turquia e Filipinas.

Em seguida uma companheira dirigente do MFP realizou uma profunda exposição sobre a origem do dia 08 de março, apresentando a raiz revolucionária da data, proposta inicialmente em 1910 pela camarada Clara Zetkin na II Conferência de Mulheres Socialistas, e fixada em 08 de março em homenagem à passeata de mulheres russas em 1917 contra a I Guerra Mundial, a fome e o czarismo – regime de governo vigente na Rússia no período – que levou ao amadurecimento da situação revolucionária e culminou com a Grande Revolução Socialista de Outubro, primeira revolução proletária vitoriosa da história. Em seguida, abordou a linha do Movimento Feminino Popular, apresentando a origem da opressão feminina como processo histórico que remonta à origem das classes sociais e da sociedade de classes, demonstrando que somente com a transformação de todas as estruturas que baseiam essa sociedade de exploração e opressão, pode-se também destruir o patriarcado e a opressão das mulheres em particular.

A exposição demonstrou como essa opressão sexual representa uma 4a montanha de exploração e opressão que pesa sobre os ombros das mulheres dos países oprimidos, passando então a explicação dos traços distintivos do sistema imperialista mundial e das 3 montanhas de exploração e opressão que pesam sobre os ombros dos povos dos países oprimidos em geral. Primeiramente tratou-se do latifúndio e o papel atrasado que desempenha na estruturação econômica, política e social desses países, colocando o exemplo do Brasil, onde a propriedade latifundiária não produz alimentos, não gera empregos e não produz riqueza para a Nação. Também se abordou as relações de produção atrasadas mantidas por esse sistema, fato imediatamente reconhecido pelas companheiras camponesas que enriqueceram os debates com seus relatos e exemplos dessas condições atrasadas vigentes no campo. Em seguida tratou-se do capitalismo burocrático, como sendo um capitalismo imposto “de fora pra dentro” pelos países imperialistas, e que é caracteristicamente um capitalismo atrasado, atrelado à relações de produção semifeudais, não apenas no campo, mas também nos centros urbanos, onde impera a informalidade e as relações de dependência pessoal entre patrões e empregados. E, por fim, falou-se do imperialismo como fase superior de desenvolvimento do capitalismo, de seus traços distintivos, segundo colocado por Lênin, que é capitalismo monopolista, parasitário, em decomposição e agonizante. Remontou-se aos ensinamentos do Presidente Mao, de que o imperialismo e todos reacionários são tigres de papel, que é um sistema fadado à destruição e que será varrido da face da terra, segundo declarou em 1962, nos “próximos 50 a 100 anos”, e ao Presidente Gonzalo, de que o sistema imperialista encontra-se em sua fase final de crise geral de decomposição.





Passou à abordagem da situação política internacional, destacando o ascenso da luta anti-imperialista, verificado especialmente a partir da ofensiva da Resistência Nacional Palestina em 07 de outubro de 2023, com o Dilúvio de Al Aqsa. Foi apontado que entramos em um Novo Período de Revoluções na história mundial e que a crescente rapina e disputa imperialista, com a invasão da Ucrânia, o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a agressão contra o Irã, a crescente presença de tropas ianques na América Latina, são sinais dos tempos, nos demonstram a fragilidade desse sistema que busca provocar distúrbios para manter-se, mas está destinado a fracassar. Foi prestada solidariedade internacionalista às prisioneiras de guerra do Exército Popular Paraguaio, encarceradas e torturadas pelo velho Estado Paraguaio, e o sequestro, assassinato e desaparecimento forçado de crianças ligadas às companheiras prisioneiras de guerra.

Por fim, tratando da situação política nacional, colocou-se a necessidade da Revolução de Nova Democracia, inciando pela Revolução Agrária, para cumprir tarefa pendente e atrasada do processo de desenvolvimento da Nação. Conclamou-se as companheiras que se impulsionem na luta política, na luta de classes, na luta pela terra, por tomar todas as terras do latifúndio e defendê-las com a autodefesa armada camponesa. Demonstrou-se como todos os partidos da política oficial, da extrema-direita à falsa esquerda oportunista, estão interessados apenas em servir aos seus amos imperialistas e latifundiários, diferenciando-se apenas na maneira com que se apresentam para enganar, explorar e oprimir o povo, em especial o movimento revolucionário, colocando a necessidade do boicote às eleições e da mobilização, politização e organização de todo o povo, em particular das mulheres, para a luta revolucionária.

As companheiras passaram, então, às intervenções, se pronunciando sobre a situação de perseguição aos movimentos populares, em especial na luta pela terra, sobre as condições de vida e injustiças sofridas pelo povo pobre e sobre a necessidade de nos organizar e aglutinar mais companheiras para que nossa luta seja vitoriosa. O debate foi muito rico e contou com a presença de veteranas e jovens companheiras que estão na linha de frente da luta revolucionária na região. Encerrou-se a plenária com o hino do Movimento Feminino Popular, Lutadoras da Revolução, e consignas de: “Despertar a fúria revolucionária da mulher!”; “Pra mulher se libertar de toda a opressão, só com a luta proletária e a revolução!”; e “Fora ianques da América Latina, Fora Israel das terras Palestinas!”. Ao final foi gravado um vídeo de solidariedade internacional à luta anti-imperialista em todo mundo e em saudação à iniciativa da Liga Anti-imperialista Internacional.

Contou-se ainda com a participação de companheiros da Liga dos Camponeses Pobres, que ficaram responsáveis pelas tarefas de apoio e pelo cuidado das crianças, como forma de garantir a participação e concentração das companheiras que são mães. O trabalho de creche contou com a participação de 27 crianças e envolveu uma série de brincadeiras e a elaboração de um teatro que, ao final do encontro, foi apresentado para as companheiras. No teatro, as crianças retrataram diversos episódios da luta proletária e anti-imperialista, como a passeata das mulheres russas no 08 de março e a definição da data como Dia Internacional da Mulher Proletária, a declaração do Presidente Mao de que “o imperialismo é um tigre de papel”, o Dilúvio de Al Aqsa e a fundação futura da Liga Anti-imperialista Internacional, colocando como perspectiva a luta anti-imperialista para as futuras gerações. Ao final, todos participaram de um lanche proporcionado pelas contribuições de diversas companheiras e pelas iniciativas de autossustentação do MFP, e puderam adquirir livros, jornais, chaveiros, caixinhas e marca-páginas personalizados na banquinha organizada pelo Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia. A atividade se encerrou com a organização e limpeza coletiva do espaço e alto grau de unidade e combatividade entre as companheiras.

Viva o 8 de março: Dia Internacional da Mulher Proletária!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

Viva a Liga Anti-imperialista Internacional!

Viva a Resistência Nacional Palestina, Iraniana e Venezuelana!

Liberdade para as prisioneiras de guerra paraguaias!

Viva a luta anti-imperialista! Viva a Revolução Agrária!

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *