Viva os 91 anos do natalício do Presidente Gonzalo!
Viva o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, aportes de validez universal do Presidente Gonzalo!
Neste 26 de dezembro, data histórica e inesquecível para o proletariado internacional e todos os oprimidos da Terra, o Movimento Feminino Popular, incorporando o espírito mais ardente do internacionalismo proletário, saúda os 132 anos do nascimento do Presidente Mao Tsetung! Chefatura da Revolução Chinesa e da Revolução Proletária Mundial, continuador de Marx, Engels, Lenin e Stalin, cujo pensamento e contribuições à ideologia científica do proletariado internacional em suas três partes constitutivas, em constante luta de duas linhas contra o revisionismo e oportunismo de todo tipo e no fogo da luta de classes, mobilizando, politizando, organizando e armando as massas, elevou-o em teoria e prática a uma terceira, nova e superior etapa, o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, como definiu seu principal continuador, o maior marxista-leninista-maoista da presente época, o Presidente Gonzalo. O doutor Abimael Guzman Reinoso, o Presidente Gonzalo, foi assassinado nas masmorras do velho Estado peruano no dia 11 de setembro de 2021, após 29 anos de encarceramento e completo isolamento. No dia 03 de dezembro celebramos 91 anos de seu natalício. Saudamos, desde o Brasil, a Chefatura da Revolução Peruana e o grande chefe da Revolução Proletária Mundial!

A Revolução Chinesa e o Presidente Mao Tsetung
Fundador do Partido Comunista da China e do Exército Vermelho de Operários e Camponeses, ele iniciou e desenvolveu a Guerra Popular, doutrina e teoria militar integral do proletariado e, ademais, sua concepção e política de Poder. Teórico da Nova Democracia, formulou a revolução democrático-burguesa de novo tipo, baseada na aliança operário-camponesa e apoiada em uma frente única das classes revolucionárias, cujo caminho parte de cercar a cidade desde o campo, como a revolução nos países oprimidos pelo imperialismo, onde não se realizou ou não se completou a revolução democrática, países que concentram a imensa maioria das massas populares em todo o mundo. Ao fundar a República Popular da China, levou a Revolução Proletária Mundial ao seu equilíbrio estratégico, gestou o Grande Salto Adiante e impulsionou a Construção do socialismo na China Popular. Grande guia da luta ideológica e política contra o revisionismo contemporâneo de Kruschov e sua camarilha, estabeleceu a Grande Revolução Cultural Proletária-GRCP como meio para transitar o socialismo ao comunismo e se alçou à chefatura da Revolução Proletária Mundial. Estes são marcos que demonstram uma vida dedicada de forma consciente e cabal à revolução proletária e ao comunismo, de ingentes sacrifícios pessoais e de profunda fé nas massas e na Revolução, de ódio mortal aos inimigos de classe e de amor infinito ao povo.
O Presidente Mao Tsetung nasceu no condado de Hsiang-Tan, província de Hunan, centro-sul da China, em 26 de dezembro de 1893. Filho de uma família de camponeses médios, tinha apenas sete anos quando da conflagração da Rebelião dos Boxers (1900), um dos muitos levantamentos nacional-revolucionários que marcaram esta etapa da história da China. Como resultado das Guerras do Ópio, subjugada e dilacerada pela rapina das potências europeias, a China da juventude do Presidente Mao era um país extremamente atrasado, semifeudal e semicolonial, constantemente assolado pela fome e miséria induzidas pela política feudal que vigorava sob o jugo de uma monarquia lacaia de latifundiários. Após ler um panfleto intitulado “A China cai sob o jugo!” que relatava a situação de dominação que sua pátria sofria, desperta para a consciência política e estuda profundamente os autores progressistas reformadores da China. Na cidade de Changsha, capital da província de Hunan entra em contato com o jornal revolucionário nacionalista “Força Popular” que relatava sobre levantamentos em Cantão e passa a defender uma posição nacionalista revolucionária anticolonial, sendo muito influenciado por Yu Yu-Yen, seu redator-chefe, e Sun Yat-sen, líder do movimento revolucionário nacionalista, então exilado no Japão, que levará a cabo a revolução democrática burguesa de 1911.
Aos 18 anos, o Presidente Mao entra para o exército revolucionário de Li Yuan-hung e passa a combater o poder imperial manchu em sua terra natal. No exército tem seu primeiro contato com o marxismo através de jornais revolucionários da época. Com a vitória dos republicanos e a formação do governo nacional revolucionário da província de Cantão, sai do exército e busca continuar seus estudos, formando-se professor na Escola Normal de Hunan. Envolvendo-se constantemente nas lutas políticas, e ainda enquanto estudante, participa da fundação da Nova Sociedade de Estudos Populares em 1917, organização da qual saíram muitos quadros dirigentes do Partido Comunista. Envolve-se em lutas em Pequim e Chang-Sha, atua em movimentos nacionalistas e democráticos de Hunan, até que, em 1920, em uma manifestação em homenagem à Revolução Russa em Changsha, é preso junto de outros ativistas por levantar a bandeira vermelha da revolução e do comunismo.
Em 1921, já como convicto marxista-leninista, participa do célebre Congresso de fundação do Partido Comunista da China (PCCh), em Shangai. Torna-se secretário do Partido em Hunan, donde passa a organizar e dirigir sindicatos de mineiros, ferroviários e funcionários públicos. Em 1923 o PCCh estabelece uma política de frente única com o Kuomintang (KMT), o partido então nacionalista e revolucionário de Sun Yat-sen, que inicia os preparativos da Expedição Revolucionária ao Norte, cujo objetivo era combater o poder reacionário encastelado dos senhores de guerra e derrotar a monarquia manchu. Nesta época, Mao Tsetung cumpriu várias tarefas a serviço do Comitê Central do PCCh em Shangai, retornando para Hunan em 1924. Em 1925 falece Sun Yat-sen, enfraquecendo muito as posições de esquerda no Kuomintang. Apesar deste revés, em julho de 1926 inicia-se a Expedição ao Norte, movida pelo Exército Nacional Revolucionário, resultante da frente única entre o PCCh e o Kuomintang.
Os camponeses da província do Hunan prestaram grande apoio à Expedição ao Norte. Após a passagem de suas colunas, e impulsionado pelo trabalho do Presidente Mao entre os camponeses, levanta-se um poderoso movimento camponês em Hunan. Transfere-se definitivamente para o campo, onde inicia um intenso trabalho de organização das massas, criando mais de 30 organizações de camponeses em combate ativo contra os latifundiários locais. O governo local envia tropas para prendê-lo por sua atividade subversiva, porém o Presidente Mao retira-se para a província de Cantão, frustrando os planos dos reacionários.
No início de 1927, Chiang Kai-shek trai a Expedição ao Norte, alia-se aos latifundiários senhores da guerra e passa a reprimir as massas revolucionárias, assassinando milhares de operários, militantes e dirigentes do PCCh. Após a ruptura da frente única, realiza-se o V Congresso do PCCh em 1927, no qual o Presidente Mao defende a tese de que o campesinato era a força principal da revolução democrática na China, e que devia se apoiar, principalmente no campo para enfrentar e derrotar as posições reacionárias de Chiang Kai-shek. No entanto, a tese de tomar o campo como principal na revolução chinesa foi inicialmente rechaçada pelo Comitê Central do PCCh.
Como parte das decisões do Congresso do PCCh se organiza, em agosto de 1927, o levantamento militar em Nanchang, capital da província do Kiangsi. E em setembro de 1927, o Levantamento da Colheita de Outono em Hunan, com forças camponesas armadas com lanças e alguns fuzis, dirigido pessoalmente pelo Presidente Mao. Os dois levantamentos sofreram derrotas militares, no entanto, as forças revolucionárias dirigidas pelo Presidente Mao conseguiram se retirar de maneira organizada, e em grande número, para as amplas e escarpadas montanhas Tchincam, na divisa entre as províncias de Hunan e Kiangsi, fundando aí o Exército de Operários e Camponeses dirigido pelo Partido Comunista. Por sua vez, as forças revolucionárias dirigidas por Chu Te, após o levantamento de Nanchang, se dirigiram inicialmente para a província de Cantão e, após duros embates, marcharam para as montanhas Tchincam para se juntarem ao exército revolucionário dirigido pelo Presidente Mao. Como destaca a grande comunista Chiang Ching, será nas lutas nas montanhas Tchincam que o Presidente Mao forjará a teoria da Guerra Popular, teoria militar do proletariado internacional. No entanto, a linha militar do Presidente Mao era minoritária no PCCh e custaria muitas voltas e reviravoltas na luta de classes, e complexas lutas de duas linhas para enfim impor-se como a linha de todo o Partido.
Entre 1930 e 1933, Chiang Kai-shek empreendeu cinco campanhas de cerco e aniquilamento contra a base de apoio das montanhas Tchincam. Durante as três primeiras campanhas predominou a linha militar do Presidente Mao, o que assegurou a vitória do Exército Vermelho. Naquele momento, a linha militar do Presidente Mao estava sintetizada nos seguintes princípios básicos da guerra de guerrilhas: “quando o inimigo avança, nos retiramos; quando acampa, o fustigamos; quando se cansa, o atacamos; quando se retira, o perseguimos” e “atrair o inimigo para que penetre profundamente no interior de nossas zonas”. Aplicando esses princípios o Exército Vermelho tornou-se invencível. No entanto, a partir de 1933, a linha revisionista de Wang Ming passa a aplicar uma linha militar burguesa, se opondo abertamente aos princípios da guerra de guerrilhas. O militarismo revisionista de Wang Ming colocava o centro das ofensivas militares na conquista de grandes cidades e não na expansão das bases de apoio no campo; nos combates apregoava a necessidade de não ceder nenhuma parte do terreno ao inimigo, combatendo-o nos limites externos da base de apoio. O resultado do predomínio desta linha militar burguesa foi uma grande derrota militar para o Exército Vermelho no curso da 5ª campanha de cerco e aniquilamento movida pela Kuomintang, que durou de meados de 1933 a outubro de 1934.
Wang Ming, que se opunha a qualquer recuo diante do ataque inimigo, que se opunha à mobilidade da guerra de guerrilhas, forçou o PCCh e o Exército Vermelho a fazerem um grande recuo e uma enorme mobilidade para impedir o cerco completo das tropas revolucionárias. Importantes contingentes do Exército Vermelho logram romper o cerco e empreendem uma enorme retirada, que se inicia de maneira bastante desordenada. Em janeiro de 1935, realiza-se a histórica Reunião Ampliada do Comitê Central em Tsunyi, na qual é aplastada cabalmente a linha militar revisionista e passa a predominar a linha militar do Presidente Mao Tsetung. A retirada desesperada do Exército Vermelho transformava-se na épica Longa Marcha, uma gigantesca retirada estratégica do Exército Vermelho visando combater as forças reacionárias na China.
A Longa Marcha percorreu durante um ano mais de 12.500 km, cruzando 18 cadeias de montanhas, 24 rios, 62 cidades e 12 províncias da China, combatendo dia e noite, sem descanso, mais de um milhão de homens do Kuomintang. Em seu curso, outra importante luta de duas linhas no PCCh seria decisiva para os rumos da revolução na China. Na reunião do Birô Político do PCCh, nas montanhas Maoerkai, em maio de 1935, o Presidente Mao enfrenta e derrota as posições capitulacionistas de Chang Kuo-tao, que defendia que as forças do Exército Vermelho deveriam dirigir-se para o oeste, para as regiões orientais da URSS. Ou seja, defendia a fuga e não a retirada para o combate. O Presidente Mao defende que, com a ampliação da ocupação japonesa na Manchúria e no litoral do território chinês, havia mudado a contradição principal da revolução chinesa e que, portanto, as forças revolucionárias deviam se dirigir ao leste para combater e expulsar as forças imperialistas invasoras.
Em 1936, oficiais do Kuomintang prendem Chiang Kai-shek e ameaçam executá-lo por traição nacional, na medida em que se concentrava no combate aos comunistas e não contra o invasor japonês. O Presidente Mao intervém, neste episódio que ficou conhecido como incidente de Sian, e no lugar da pena capital obriga Chiang Kai-shek a estabelecer uma frente única antijaponesa. Desta maneira, o Kuomintang é obrigado a declarar guerra ao Japão, mas evita combater o invasor japonês para incentivar que estes eliminem as forças comunistas no Norte. Em meio à luta com o Kuomintang, em uma relação de frente, como unidade e luta, o PCCh dirige o combate ao invasor japonês de 1936 a 1945, levando à expulsão dos invasores e à vitória da guerra nacional revolucionária em 1945. A vitória da guerra antijaponesa foi uma comprovação cabal da correção da teoria da Guerra Popular e da Revolução de Nova Democracia. Neste ano realiza-se o VII Congresso do PCCh que, de maneira muito justa e correta, estabelece que a ideologia do Partido era o marxismo-leninismo, pensamento Mao Tsetung. O pensamento Mao Tsetung era o resultado da aplicação da ideologia universal do proletariado internacional às condições particulares da Revolução Chinesa.
Após a expulsão dos japoneses, Chiang Kai-shek se alia cada vez mais ao imperialismo ianque e passa a atacar as principais bases de apoio revolucionárias na China. Ataca justamente as massas que constituíram as forças decisivas da nação para a expulsão do invasor. A partir de então, com a traição de Chiang Kai-shek, o PCCh sob direção do Presidente Mao rompe a frente única com o Kuomintang e retoma a guerra civil contra as forças “nacionalistas” reacionárias de Chiang Kai-shek, que são derrotadas, definitivamente, em julho de 1949.
No dia 1o de outubro de 1949 o Presidente Mao Tsetung declara a fundação da República Popular da China na Praça Tiananmen, pondo fim há mais de 30 anos de guerra revolucionária contra as forças internas e externas. Com a vitória da Revolução Chinesa, o socialismo se estabelece em uma terça parte do globo, equilibrando forças com o imperialismo, elevando a Revolução Proletária Mundial à sua etapa de equilíbrio estratégico, como definiu o Presidente Gonzalo.
À frente da construção do socialismo, na recém-fundada República Popular da China, estabelecendo a ditadura democrático-revolucionária de camponeses e operários, em aliança com as demais classes revolucionárias, e em aliança estratégica com a média burguesia, sob hegemonia onímoda do proletariado através do Partido Comunista, o Presidente Mao preconiza o Grande Salto Adiante, um programa robusto de industrialização, redistribuição de terras, coletivização do campo e impulso da economia política socialista, visando transformar as bases atrasadas da economia chinesa.
Com a morte do grande Camarada Stalin, chefe da Revolução Proletária Mundial, em 1953, e a posterior traição do revisionista Kruschov no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) em 1956, onde lança seus ataques covardes e raivosos contra o Camarada Stalin, o Presidente Mao assume e dirige a luta mais implacável contra o podre revisionismo contemporâneo de Kruschov que, com sua teoria das “três pacíficas e dois todos”, preconizava a restauração capitalista na União Soviética e a capitulação frente a chantagem nuclear do EUA. Neste período, o Presidente Mao deu inestimáveis contribuições ao Movimento Comunista Internacional, ademais da construção do socialismo na China, com a publicação da histórica Carta Chinesa (1962) e seus nove comentários, onde torna pública a luta de duas linhas com o PCUS, que até então se desenvolvia apenas internamente. Esse histórico documento armou os partidos comunistas marxistas-leninistas de todo o mundo na luta contra o revisionismo contemporâneo e elevou a luta de duas linhas no MCI, desmascarando Kruschov e sua linha de direita capitulacionista e traidora.
Aos movimentos de libertação nacional o Presidente Mao declarou que todas as lutas dirigidas contra o imperialismo compunham o campo da Revolução Proletária Mundial e, logo, apoiou todos os movimento de libertação nacional na África, Ásia e América Latina, dando respostas a problemas chaves da revolução nos países que compõem a maioria do globo e onde se encontra a imensa maioria das massas oprimidas e exploradas. Afirmando que o imperialismo e todos os reacionários são tigres de papel, fez ver que o imperialismo é um sistema condenado ao fracasso, que sua base econômica e social havia entrado em uma crise geral de decomposição e em sua fase última, como demonstrou o grande Lenin. Afirmou, como águia das montanhas, em 1966, que o imperialismo seria varrido da face da Terra dentro do período de 50 a 100 anos. Dando seguimento à luta contra o revisionismo, estabeleceu que a contradição entre proletariado e burguesia, entre revolução e contrarrevolução e entre socialismo e imperialismo seguia existindo dentro do socialismo, desencadeando a Grande Revolução Cultural Proletária na China, como forma superior da ditadura do proletariado, e meio de impedir a restauração capitalista e garantir a transição da sociedade socialista ao comunismo, elevando a Revolução Proletária Mundial à sua fase de ofensiva estratégica.
A GRCP – Grande Revolução Cultural Proletária, maior marco da Revolução Proletária Mundial
A Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1976), em perspectiva histórica, é o mais transcendental desenvolvimento do marxismo-leninismo feito pelo Presidente Mao; é a solução do grande problema pendente até então da continuação da revolução sob a ditadura do proletariado. Ele disse: a Revolução Cultural Proletária “representa uma nova etapa, ainda mais profunda e mais ampla, no desenvolvimento da revolução socialista em nosso país”.
Como afirma a decisão do PCCh sobre a GRCP: “Ainda que derrotada, a burguesia todavia trata de valer-se das velhas ideias, cultura, hábitos e costumes das classes exploradoras para corromper as massas e conquistar a mente do povo em seu esforço por restaurar seu Poder. O proletariado deve fazer exatamente o contrário: deve aplicar golpes implacáveis e frontais a todos os desafios da burguesia no domínio ideológico e mudar o espírito de toda a sociedade utilizando suas próprias novas ideias, cultura, hábitos e costumes”.
Nestas condições se produziu a mais estremecedora e maior mobilização de massas já vista na história. Ao mobilizar massas de centenas de milhões, a Revolução Cultural Proletária estendeu-se a toda a China e influenciou todo o mundo. Seguindo a justa linha de esquerda do Presidente Mao, a esmagadora maioria do proletariado, aliado aos camponeses do Exército Popular de Libertação e aos quadros do Partido Comunista da China, uniram-se estreitamente, reforçaram a ditadura do proletariado criando os Comitês Revolucionários, puseram a superestrutura política e ideológica da sociedade em melhor correspondência com a base econômica socialista e desenvolveram ainda mais a produção e a experimentação científica, em uma luta ideológica sem precedentes na sociedade de classes.
A Grande Revolução Cultural Proletária na China sustentou que, depois de conquistado o Poder, o proletariado não pode se limitar à tarefa das transformações puramente econômicas. Deve igualmente dedicar-se à realização das mudanças no domínio ideológico. Por isto o Presidente Mao Tsetung definiu a Revolução Cultural como grande revolução ideológica, que atinge o homem no que ele tem de mais entranhado em sua alma, em sua concepção de mundo. A ideia de que cada cidadão deve interessar-se pelos problemas do Estado e a campanha para criticar o individualismo e o egoísmo e combater o revisionismo e todo o oportunismo tomaram caráter concreto e adquiriram aspecto realmente de massas.
O Presidente Mao sustentou que na Grande Revolução Cultural Proletária o problema essencial é a defesa e manutenção do poder político, da ditadura do proletariado. A linha formulada e aplicada pelo Presidente Mao combateu a apodrecida teoria oportunista das “forças produtivas”. Estudando a experiência da ditadura do proletariado nos países socialistas, sobretudo na União Soviética, onde, depois da Iugoslávia, os revisionistas mascarados de leninistas, ocupando postos na direção do Estado e do Partido, conseguiram usurpar o poder do proletariado e restaurar o capitalismo no glorioso país de Lênin e Stalin. O Presidente Mao formulou uma tese de longo alcance para os destinos do socialismo: o antagonismo de classes e a luta de classes, nas condições do socialismo, continuam a existir. Afirmou que a questão de saber quem vencerá, se o socialismo ou o capitalismo, não havia sido definitivamente resolvida, nem mesmo nos países onde vencera a ditadura do proletariado, e que o que se devia fazer era reforçar a ditadura do proletariado.
Sob a chefatura do Presidente Mao a China avançou, com passos cada vez mais firmes e ritmos impressionantes, pela senda das transformações socialistas, superando seu atraso milenar, extinguindo as cadeias da opressão estrangeira e conquistando o nível de uma verdadeira cultura socialista. Obteve enormes êxitos no terreno da economia, ciência, técnica e da defesa nacional, que se modernizaram celeremente. Impulsionadas pelas novas relações de produção socialistas, as massas demonstraram enorme capacidade de sacrifício e ardente patriotismo e realizaram avanços que são exemplos para todos os povos oprimidos da Terra.
Na China da Revolução Cultural se formou um homem novo, dedicado ao bem-estar coletivo. O Presidente Mao predisse: “Chegará a época do comunismo no mundo, ocasião em que a humanidade transformar-se-á a si mesma e transformará o mundo de maneira consciente”.

A China do Presidente Mao e as grandes conquistas das mulheres
A China Socialista sob a Chefatura do Presidente Mao, especialmente durante a Grande Revolução Cultural Proletária, alcançou avanços jamais vistos em nenhum país de democracia burguesa também no que se refere a questão feminina. As mulheres foram incorporadas massivamente à produção e tomaram parte ativa em todo o processo de transformação social, desde a produção à política, desde as fábricas ao Partido Comunista. As mulheres passaram a participar em todos os níveis de ensino, o que não era possível antes da Revolução. Na China socialista o trabalho doméstico foi convertido em indústria social, ou seja, foi valorizado como qualquer outro trabalho, remunerado e coletivizado, deixando de ser exclusividade das mulheres, o que criou condições para que as massas de mulheres pudessem participar ativamente de toda a vida social. Foram criados restaurantes e lavanderias coletivas, a faxina era realizada por equipes profissionais, o Estado assumiu a responsabilidade pela educação das crianças, foram criadas creches comunitárias em todos os locais de trabalho, estudo e moradia, e estas funcionavam 24 horas por dia. Além disso, havia um corpo de profissionais de diversos ramos atuando nas creches, na área pedagógica, na saúde, etc. Também havia o acompanhamento dos idosos da região circundante. Conquistas jamais vistas antes foram alcançadas, como a crescente igualdade salarial e a erradicação da prostituição. As mulheres romperam cadeias milenares de opressão, muitas delas brutais, como o enfaixamento dos pés e o matrimônio arranjado. Durante todo o curso da revolução, em todas as Bases de Apoio e, após o triunfo da Revolução, em toda a República Popular, esses costumes tradicionais feudais foram abolidos. Partindo da justa compreensão de que uma verdadeira igualdade de direitos parte de reconhecer as diferenças, foi instituída a lei do matrimônio, onde se estabeleceu que a mulher teria o direito ao divórcio no momento em que julgasse oportuno e que os homens só poderiam se divorciar um ano após o casamento.
Na China do Presidente Mao a mulher, de forma crescente, foi verdadeiramente emancipada, conquistando condições de igualdade com os homens de sua classe, tomando parte ativa em todo o processo de transformação social. Na Grande Revolução Cultural Proletária as mulheres estiveram à frente dos Comitês Revolucionários, expressaram suas ideias e arvoraram o Pensamento Mao Tsetung, jogando papel decisivo na luta ideológica na sociedade. As mulheres ocuparam postos de direção no Partido Comunista, na República Popular, no Exército Vermelho e nas organizações de massas, desafiando-se a ser direção. Forjou-se, em meio a tempestades ideológicas, uma nova cultura e uma nova moral. Forjou-se o amor proletário, baseado unicamente na inclinação mútua entre duas pessoas e no compromisso com a causa da revolução, completamente livre de interesses econômicos ou outros. Forjou-se uma cultura revolucionária, científica e de massas. A cultura popular revolucionária alcançou as amplas massas, que puderam experimentar a forma de existência humana mais plena já alcançada. As mulheres chinesas, como a metade da classe, alcançaram sua verdadeira emancipação e lutaram ombro a ombro com os homens de sua classe pela libertação de todo o povo e emancipação humana. O Presidente Mao afirmou: “As mulheres carregam sobre seus ombros a metade do céu e devem conquistá-lo”.
Aqui queremos destacar o papel, na história da Revolução Chinesa e da Revolução Proletária Mundial, da grande Camarada Chiang Ching, dirigente do Partido Comunista da China, companheira de armas e de vida do Presidente Mao, sua fiel soldado vermelha, defensora de seu Pensamento até sua morte, quando foi assassinada na prisão em condições suspeitas (1991), após o golpe contrarrevolucionário de Teng Siao Ping e sua camarilha revisionista no Partido Comunista da China em 1976. Durante a Revolução Cultural, a Camarada Chiang Ching foi alçada ao Politburo (órgão máximo de direção do PCCh) e foi honrada com o título de “heroína nacional”. Assim pronunciou em seu histórico julgamento, quando foi acusada pelos revisionistas restauradores do capitalismo de traição junto aos outros 3 principais dirigentes da Grande Revolução Cultural Proletária: “Já que não me deixam falar, por que não põem um Buda de argila em minha cadeira e o julgam em meu lugar. Eu fui a esposa do Presidente Mao durante trinta e oito anos… Segui a linha de Mao e a linha do Partido. O que vocês estão fazendo agora é exigir da viúva que pague as contas de seu esposo. Bem, lhes digo, estou contente e honrada de pagar as contas do Presidente Mao”. (Ver biografia da Camarada Chiang Ching – publicações do MFP)
O capitalismo foi restaurado na China após a morte do Presidente Mao através da ação rasteira e criminosa do revisionismo, que traiu os interesses das massas, retrocedendo e golpeando os direitos alcançados com muito suor e sacrifício, após 28 anos de construção socialista. A China, sob direção do revisionismo, após o golpe contrarrevolucionário de 1976, transformou-se na atual China social-imperialista do reacionário Xi Jiping, manipulando e usando os símbolos sagrados da revolução e do comunismo, inclusive a imagem do Presidente Mao, para superexplorar da forma mais brutal milhões de massas trabalhadoras.
Ainda sobre a Grande Revolução Cultural Proletária, o Presidente Gonzalo destaca que: 1) ela implica um marco no desenvolvimento da ditadura do proletariado em direção à consolidação do proletariado no Poder, que se concretizou nos Comitês Revolucionários; e 2) que a restauração do capitalismo na China, depois do golpe contrarrevolucionário de 1976, não é a negação da GRCP, é sim, claramente, parte da luta entre restauração e contrarrestauração e, pelo contrário, nos mostra a transcendental importância histórica que tem a GRCP na inexorável marcha da humanidade ao comunismo.
A Grande Revolução Cultural Proletária constitui um aporte universal transcendental do Presidente Mao à Revolução Proletária Mundial, sem a qual não é possível varrer o imperialismo e a reação da face da Terra, garantir a passagem do socialismo ao comunismo e transitar a humanidade do reino da necessidade ao reino da liberdade. Toda revolução verdadeira enfrenta uma contrarrevolução, percalços e sofre derrotas temporárias. Porém, como afirmou o Presidente Mao, “a lógica do imperialismo é lutar, fracassar, lutar e fracassar, até ser derrotado definitivamente, enquanto que a lógica do proletariado é lutar e fracassar, voltar a lutar e fracassar, assim até triunfar definitivamente. Essa é uma lei da história e todos os acontecimentos da presente época apenas confirmam essa verdade.”
O marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, aportes de validez universal do Presidente Gonzalo
O Presidente Gonzalo, Chefatura reconhecida do Partido Comunista do Peru-PCP e da Revolução Peruana, alçado pela Guerra Popular no Peru à condição de grande continuador de Marx, Lenin e Mao Tsetung, após a morte do Presidente Mao e do golpe de Estado contrarrevolucionário na China pela camarilha revisionista de Teng, foi quem manteve erguida firmemente nos mais altos cumes a bandeira vermelha do marxismo e da revolução mundial. Nos Andes do Peru, na América Latina, quintal do imperialismo ianque, quatro anos após a restauração capitalista na China, o PCP inicia a Guerra Popular Prolongada (1980), desfraldando a bandeira do marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsetung. O Presidente Gonzalo cumpriu, com a Guerra Popular Prolongada pela Revolução de Nova Democracia no Peru, em teoria e prática, com a tarefa estratégica e imprescindível da definição do maoismo como terceira, nova e superior etapa do marxismo, sendo este seu principal aporte de validez universal à ideologia do proletariado internacional, armando o proletariado e as massas populares com a terceira espada do marxismo. Por isso afirmamos: o Presidente Gonzalo nos deu o maoismo!
Não é possível falar do Presidente Mao e do maoismo sem falar daquele que foi o primeiro a desfraldar, defender e aplicar o maoismo. É o Presidente Gonzalo quem define que o fundamental do maoismo é o Poder para o proletariado, Poder conquistado e defendido mediante a Guerra Popular para desenvolver a revolução e edificação socialistas, conjurar o perigo de restauração e avançar na direção do dourado comunismo. É o Presidente Gonzalo quem estabelece, entre outros aportes universais, que a Guerra Popular é a mais alta teoria militar do proletariado.
O PCP afirmou: “O Presidente Gonzalo, reafirmando a lei universal da violência revolucionária como lei universal, assume a teoria militar mais alta do proletariado estabelecida pelo Presidente Mao: a guerra popular, que tem validez universal e vigora em todos os tipos de países, devendo especificar-se às condições de cada revolução”. (Documentos Fundamentais, PCP)
O maoismo, aportes de validez universal do Presidente Gonzalo, é o marxismo da época das Guerras Populares e da Guerra Popular Mundial, quando a ofensiva contrarrevolucionária de caráter geral da contrarrevolução declina em bancarrota, sobre a base dos saltos sem precedentes da decomposição imperialista e da degeneração catastrófica do meio natural e a explosividade das massas. Época da luta mais implacável e sem quartel contra o revisionismo de todos os tipos, quando a revolução como tendência histórica principal passou também à tendência política principal. O maoismo, aportes de validez universal do Presidente Gonzalo, é o marxismo dos dias de hoje.
Assim sistematizou e definiu o maoismo o Presidente Gonzalo:
“Em teoria, o Presidente Mao desenvolveu o marxismo em suas três partes constituintes, a filosofia marxista, o socialismo científico e a economia política marxista. Na filosofia marxista, desenvolveu o medular da dialética, a lei da contradição, estabelecendo-a como única lei fundamental; e além de sua profunda compreensão dialética da teoria do conhecimento, aplicou magistralmente a lei da contradição à política, e mais ainda, levou a filosofia às massas, cumprindo a tarefa que Marx deixara.
Na economia política marxista, o Presidente Mao aplicou a dialética para analisar a relação base-superestrutura e, prosseguindo a luta do marxismo-leninismo contra as teses revisionistas das “forças produtivas”, concluiu que a superestrutura, a consciência, podem modificar a base econômica, e com o poder político, desenvolver as forças produtivas. E desenvolvendo a ideia leninista da política como expressão concentrada da economia, estabeleceu a política no controle, (aplicável em todos os planos) e que o trabalho político é a linha vital do trabalho econômico; o qual chega a um verdadeiro manejo da economia política e não a uma simples política econômica. Uma questão de suma importância, especialmente para os que enfrentam revoluções democráticas, é a teoria maoista do capitalismo burocrático; isto é, o capitalismo que se desenvolve nas nações oprimidas pelo imperialismo e com diverso grau de feudalidade subjacente ou outras anteriores inclusas. O principal é que o Presidente Mao Tsetung desenvolveu a economia política do socialismo. Cabe destacar o Grande Salto Adiante e as condições para sua execução: primeiro, a linha política que lhe dê justo e correto rumo; segundo, formas orgânicas pequenas, médias e grandes de maior e menor quantidade respectivamente; e sua ligação com a coletivização agrícola e a comuna popular. Finalmente, ter muito em conta seus ensinamentos sobre a objetividade e subjetividade na compreensão e manejo das leis do socialismo; e principalmente a relação entre revolução e processo econômico, concretizada em “empenhar-se na revolução e promover a produção”.
No socialismo científico o Presidente Mao desenvolveu a teoria das classes, analisando-as em planos econômicos, políticos e ideológicos; a violência revolucionária como lei universal, sem exceção alguma; a revolução como substituição violenta de uma classe por outra. Estabeleceu sua grande tese “O Poder nasce do fuzil” e resolveu a questão da conquista do Poder nas nações oprimidas através do caminho de cercar as cidades pelo campo, estatuindo suas leis gerais. Definiu brilhantemente, desenvolvendo a teoria da luta de classe no socialismo, que prossegue a luta antagônica entre proletariado e burguesia, entre caminho socialista e capitalista e entre socialismo e capitalismo; que concretamente não estava definido quem venceria quem, problema cuja solução demandaria tempo, o desenvolvimento do processo de restauração e contra-restauração para que o proletariado se consolide definitivamente no Poder mediante a ditadura do proletariado; e por fim e principalmente a grandiosa solução transcendental e histórica da Grande Revolução Cultural Proletária como continuação da revolução socialista sob a ditadura do proletariado.”
O Presidente Gonzalo, assim, arma-nos com as contribuições do Presidente Mao às 3 partes integrantes do marxismo e sua evidente elevação a uma nova, terceira e superior etapa: o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo. Principalmente, porque o maoismo constitui a etapa superior do desenvolvimento da ideologia do proletariado internacional. Desenvolvimento este, fruto de uma dura e tenaz luta por aplicar a ideologia universal do proletariado, o marxismo-leninismo na época, à realidade concreta da Revolução Chinesa, em um processo de 30 anos de luta pelo Poder, sendo 22 anos de direção da Guerra Popular Prolongada, 28 anos de direção da República Popular da China e 10 anos da Grande Revolução Cultural Proletária. Aplicação esta que, por sua vez, forjou a Chefatura do Partido e da Revolução Chinesa e Chefatura da Revolução Proletária Mundial, o Presidente Mao Tse Tung.

Nós, militantes do MFP, saudamos calorosamente os 132 anos do natalício do Presidente Mao e, humildemente rendemos nossa homenagem internacionalista, curvando nossas bandeiras vermelhas ao grande timoneiro, Chefatura da Revolução Proletária Mundial.
Viva o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, aportes de validez universal do Presidente Gonzalo, ideologia todo poderosa do proletariado internacional!
Aprender do Presidente Mao: desfraldar, defender e aplicar o maoismo!
Viva o dourado e luminoso Comunismo! O imperialismo e todos os reacionários são tigres de papel!
Brasil, 26 de dezembro de 2025.





