Destaques Geral

Toda solidariedade à companheira de Olinda que justiçou seu marido agressor!

Rebelar-se é justo!

O Movimento Feminino Popular vem manifestar nossa solidariedade de classe e nossas saudações revolucionárias à companheira de Olinda/PE – cujo nome não foi publicizado – que em legítima defesa justiçou seu marido agressor, e abusador Wallames, no dia 26 de janeiro, a golpes de faca, medida extrema e necessária que resultou na morte deste canalha, como consequência direta e inevitável da sua prática brutal de violência doméstica continuada ao longo de anos contra ela e outras mulheres. Esse sujeito reacionário já havia sido denunciado outras vezes por agredir mulheres, diferentes vítimas deste covarde, desde 2019, tendo sido preso em 2024 e solto poucos meses depois. Segundo informações do monopólio de imprensa, a companheira se apresentou à delegacia e declarou que agiu em legítima defesa, para salvar sua própria vida, e foi liberada após prestar depoimento.

Declaramos nosso total apoio a essa companheira e a todas mulheres que se encontram em semelhante condição extrema, muitas vezes tendo que arcar sozinhas com o peso de tal situação, dado o total descaso para com as mulheres do povo por parte desse velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo principalmente ianque, bem como pelo ainda baixo grau de organização das mulheres de nossa classe. A despeito de tudo isso, a companheira conseguiu reagir e se defender, evitando que mais um odioso feminicídio ocorresse, como tantos a cada dia em nosso país.

O MFP conclama as mulheres do povo a se rebelarem de forma cada vez mais organizada, pois Rebelar-se é justo! Este velho Estado reacionário e suas instituições autoritárias e corruptas nada faz para nos proteger, suas medidas demagógicas de “medidas protetivas” e “campanhas educativas” em nada garantem nossa segurança física e psicológica, abandonando à própria sorte um sem-número de mulheres do povo, submetidas a todo tipo de degradação, humilhação e violência por parte de agressores, assassinos e estupradores. Toda essa violência abjeta e inaceitável contra a metade de nossa classe, as mulheres do povo, tem origem com o surgimento da propriedade privada dos meios de produção, que é base da podre ideologia das classes dominantes de que as mulheres são mera propriedade dos homens, meros objetos sexuais e supostamente inferiores. Basta já a essas velhas e podres ideias! Basta já da violência sem fim que as mulheres do povo sofrem há milênios no mundo e há séculos em nosso País! Basta já com a cultura apodrecida e a moral hipócrita dessa sociedade de exploração e opressão, que impõe e reproduz incessantemente toda sorte de preconceitos e valores miseráveis contra os pobres, pretos, as mulheres, os camponeses, indígenas…!

A nossa querida companheira Remís Carla, jovem militante do MFP e do MEPR, ao sofrer seguidas agressões por parte do covarde que dizia amá-la e a assassinou em dezembro de 2017, já o havia denunciado à “Delegacia da Mulher”, onde o próprio delegado zombou de seus ferimentos, acusando-a de ter forjado seus próprios hematomas – hipócritas e covardes! Assim são tratadas milhões de mulheres do povo quando buscam tal recurso, no desespero de ver mitigado seu sofrimento. A medida protetiva que “proibia” o agressor de se aproximar da companheira, não o impediu de assassiná-la a sangue frio. Este miserável agressor só foi preso após intensa mobilização popular, e apesar de ter sido condenado a 18 anos de prisão, em 2021, pouco tempo depois já desfrutava novamente da sua liberdade. Em 2024 o covarde foi morto a tiros.

Repudiamos e rechaçamos todos os ataques contra as mulheres, de modo geral e, contra as mulheres do povo em particular. Toda esta violência odiosa faz parte das estruturas mesmo desse sistema de exploração e opressão, secularmente vigente no País, o qual busca manter as mulheres ainda mais subjugadas e oprimidas, como metade de nossa classe duplamente explorada, pois querem a todo custo reduzir nossa prática social à escravidão da vida doméstica e à brutal exploração na produção e serviços nos pagando 70% e mesmo 50% dos já arrochados salários dos trabalhadores homens, querem nos afastar da luta de classes e da vida social mais ampla para tolher nossa energia revolucionária e nos condenar a submetermo-nos a ilusórias “liberdades”. Estas falsas promessas de “empoderamento feminino” que difundem diuturnamente bombardeando especialmente na cabeça da juventude; papel que os monopólios de imprensa desempenham com obstinação, enquanto a nós mulheres reservam, de forma grosseira ou sofisticada, a ideia das mulheres como escravas sexuais, sensualizando e sexualizando mulheres e meninas desde a mais tenra idade, glamourizando a prostituição como “profissão como qualquer outra”, para servir à cultura podre das classes dominantes reacionárias e decadentes e à manutenção da velha ordem social. Tudo a fim de ampliar e aprofundar a cada dia a sua exploração sobre as classes populares.

O exemplo ocorrido em Olinda é mostra de que as mulheres não aceitam mais viver nessas condições e que estão dispostas a lutar. Por isto convocamos todas as mulheres do povo a se rebelarem contra toda a opressão e violência e a lutarem pela destruição completa dessa velha sociedade, em conjunto com os homens de nossa classe, para construirmos uma nova sociedade, verdadeiramente democrática e livre de toda exploração e opressão! Devemos tomar o caminho da Revolução de Nova Democracia em nosso País, passando de forma ininterrupta ao socialismo e a serviço da Revolução Proletária Mundial, como única via para acabar de vez com toda a opressão e exploração sobre as mulheres e homens do povo e sobre nossa nação. Para isso, as mulheres devem tomar ativamente a linha de frente nessa luta. Só as mulheres podem empoderar a si mesmas e só podem fazê-lo através da revolução que derrube todo este sistema secular de atraso, exploração, violência contra as classes trabalhadoras e de forma ainda mais brutal reproduz a opressão contra as mulheres da classe. Só com esta luta nós mulheres podemos e devemos conquistar a metade do céu que sustemos sobre nossos ombros:

A Nova Democracia só pode vir de um processo revolucionário que começa por destruir, passo a passo, o poder do latifúndio, entregando terra a quem nela vive e trabalha, num processo de Revolução Agrária junto as massas trabalhadoras da cidade com base na aliança operário-camponesa. É necessário derrubar as três montanhas de opressão que o povo brasileiro carrega nas costas, a semifeudalidade, o capitalismo burocrático e o imperialismo. Ao destruir essas três montanhas de exploração e opressão, também destruímos a quarta montanha que pesa exclusivamente sobre os ombros das mulheres do povo: a opressão feminina. O Novo Poder, como Nova Democracia, surgido das novas bases econômicas e sociais criadas pela luta revolucionária das grandes massas populares, consolidará todas essas conquistas, em todo o País, assim como transformará o trabalho doméstico em indústria social, passando as massas de mulheres do nosso povo à situação de igualdade com os homens.”

Basta já de violência contra as mulheres!

Despertar a fúria revolucionária da mulher como poderosa força para a Revolução!

Pra mulher se libertar de toda opressão, só com a luta proletária e a Revolução!

Companheira Remís: Presente na luta!

Rebelar-se é justo!

Movimento Feminino Popular – Núcleo do Agreste de Pernambuco

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