3 de fevereiro – Dia Internacional de Ação: Imperialismo ianque, fora da Venezuela!
O MFP adere à convocação feita pela Liga Anti-imperialista Internacional para um Dia Internacional de Ação contra a agressão militar criminosa do imperialismo ianque contra a Venezuela. Companheiras e companheiros, vamos demonstrar todo nosso ódio de classe ao imperialismo e todo nosso apoio e solidariedade internacionalista ao povo venezuelano! Às ruas, à ação!
Segue convocação da LAI:
(retirado de: https://ail-red.com/ail-call-for-an-international-campaign-against-us-imperialist-aggression-in-venezuela/)
O Comitê Coordenador para a Fundação da Liga Anti-Imperialista rejeita e condena veementemente a agressão militar criminosa perpetrada pelo imperialismo ianque contra a Venezuela na noite de 3 de janeiro de 2026. Este ato de guerra, que incluiu bombardeios, assassinatos e o sequestro do presidente Maduro e sua esposa, constitui uma violação flagrante da soberania nacional – seguida por declarações de que os Estados Unidos “governarão”, ameaças de ataques ainda maiores e afirmações de que os Estados Unidos controlariam o petróleo venezuelano – configurando uma agressão militar direta contra a Venezuela, uma ameaça direta a Cuba, México e Colômbia, e a todos os povos oprimidos da América Latina e do mundo. Nesse absoluto desprezo pelo direito internacional e nessa agressão e violência flagrantes, revela-se a verdadeira face do imperialismo ianque. Ele recorre a medidas cada vez mais desesperadas para manter sua hegemonia mundial em declínio.
Os mesmos que, por meio da CIA, impulsionaram o narcotráfico usando-o como arma política – como aconteceu nos anos 80 com a “guerra suja” na América Central, os “ Contras ” na Nicarágua e com a produção e comercialização de ópio no Afeganistão – hoje usam o “combate ao narcotráfico” como fachada para aprofundar a militarização, a ocupação militar e a agressão contra a América Latina e o Caribe. Os mesmos que têm um longo histórico de intervencionismo na América Latina, que derrubaram pelo menos 41 governos entre 1898 e 1994 – da Guatemala ao Chile, do Brasil ao Haiti – e treinaram torturadores nas Escolas das Américas e financiaram esquadrões da morte. Hoje, os Estados Unidos, apresentando-se como o grande gendarme da democracia, visam abrir mais um capítulo de maior intervencionismo e agressão contra os povos da América Latina e do Caribe.
Enquanto os imperialistas apoiam incondicionalmente o genocídio sionista na Palestina, realizam atentados na Nigéria impunemente, orquestram guerras para saquear recursos no Sudão, subjugam nações e povos do Oriente Médio ao Sahel, e dentro dos próprios Estados Unidos fomentam um terror racista contra imigrantes. O maior terrorista do mundo, os EUA, hoje se apresenta cinicamente como defensor da democracia na Venezuela!
O principal objetivo desta ofensiva sobre a América Latina é, além da pilhagem de recursos naturais e matérias-primas, a ocupação militar da região, preparar o terreno para uma nova contenda interimperialista pela repartição do mundo, pela disputa da influência de potências como a China e a Rússia na região e pela reestruturação econômica, política e militar de sua retaguarda, seu “quintal”, para enfrentar suas crises econômicas, políticas e militares. Buscam também impedir qualquer levante revolucionário em massa que lute por sua verdadeira libertação e ameace a existência do imperialismo.
O desafio imposto pelo “Corolário Trump” à Doutrina Monroe e a crescente agressão servirão principalmente para despertar aquilo que mais temem: o ódio revolucionário e a resistência dos povos. Do Rio Bravo à Patagônia, e da Venezuela à resoluta resistência em Gaza, o movimento anti-imperialista prepara-se para ressurgir. Em seu desespero, como uma besta moribunda, atolada na lama, afundará ainda mais.
A soberania nacional e os direitos dos povos só podem ser alcançados por meio de uma luta anti-imperialista, revolucionária e combativa consistente. É uma ilusão perigosa alimentar a esperança de que os imperialistas e seus lacaios – os maiores carniceiros e genocidas da história – se convertam repentinamente em santos que desejam respeitar a soberania, cooperar e dialogar; a soberania dos povos se conquista com a luta e não com demagogia e mentiras; é necessário combater a capitulação e nos prepararmos para uma luta prolongada até o fim do sistema imperialista.
Conclamamos a todos a iniciar uma campanha internacional para condenar e realizar ações diretas contra a agressão da Venezuela. Conclamamos todas as forças proletárias, democráticas, revolucionárias e anti-imperialistas a mobilizarem-se popularmente e a denunciarem-se politicamente, a demonstrarem solidariedade ativa e a resistirem de forma combativa. Conclamamos todos os patriotas sinceros, democratas e progressistas à união e ao fortalecimento da mobilização popular – em defesa da soberania venezuelana e contra a agressão imperialista no continente americano e no mundo.
Apelamos para que as atividades comecem o mais breve possível no âmbito de uma campanha internacional e convocamos um Dia Internacional de Ação em 3 de fevereiro de 2026 para condenar a agressão ianque à Venezuela.
Contra a agressão e ocupação imperialista, os povos do mundo resistirão e o imperialismo perderá!
Ianques fora da Venezuela, da Palestina e do mundo inteiro! Ianques, voltem para casa!
Surja um poderoso movimento anti-imperialista mundial!
COMITÊ COORDENADOR DA LIGA ANTI-IMPERIALISTA
Janeiro de 2026.
LEIA DECLARAÇÃO DA FRENTE REVOLUCIONÁRIA DE DEFESA DOS DIREITOS DO POVO – BRASIL:
Proletários de todos os países e povos do mundo, uni-vos!
Morte ao imperialismo! Fora ianques da Venezuela e da América Latina!
“Nossa guerra não é uma guerra qualquer, senão que uma guerra entre China e Japão na década de 30 do século XX. Por sua parte, nosso inimigo é, antes de mais nada, um país imperialista moribundo; se encontra já na época de sua decadência e não só é distinto da Inglaterra da época em que esta subjugou à Índia, quando o capitalismo inglês ainda se encontrava em ascenso, como também é distinto do que ele mesmo era há vinte anos, na época da Primeira Guerra Mundial. A guerra atual foi desatada às vésperas do derrubamento geral do imperialismo mundial e, sobretudo, dos países fascistas. E este é precisamente o motivo pelo qual o inimigo se lançou a esta guerra aventureira, que reveste o caráter de um último esforço desesperado. Por isto, não será a China, mas sim a camarilha governante do imperialismo japonês que será destruída como resultado inevitável da guerra. Ademais, o Japão empreendeu esta guerra num momento em que os diversos países da Terra já estão ou estarão muito em breve envolvidos em uma guerra; todo o mundo está lutando ou preparando-se para lutar contra a bárbara agressão, e os interesses da China estão ligados com os da maioria dos países e povos da Terra.” (Sobre a Guerra Prolongada, Presidente Mao)
“O imperialismo é um tigre de papel!” (Presidente Mao)
No dia 03 de janeiro de 2026, o canibal Donald Trump, chefete da superpotência imperialista USA, ou Grande Satã, bombardeou e invadiu o território venezuelano e sequestrou o presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa Cília Flores. Uma vez mais, o imperialismo ianque para justificar sua sanha predatória lançou mão de mentiras descaradas acusando o presidente Maduro de supostamente ser o chefe de um cartel de drogas. Assim como foram as desculpas esfarrapadas de combate às drogas para justificar a prisão de Noriega no Panamá, em 1988; ou para a implementação do “Plano Colômbia”, no início dos anos 90; ou a acusação de posse de “armas de destruição em massa” para atacar e ocupar o Iraque, em 2003. O imperialismo ianque é mestre em criar ardis para justificar sob o “discurso democrático” ou da “legalidade internacional” as suas ações de saqueio e rapina das riquezas dos povos e nações do Terceiro Mundo.
No entanto, o presente ataque do celerado Trump não é uma mera repetição, de guerras imperialistas anteriores. Esta é uma guerra, no século XXI, em que o sistema imperialista como um todo entrou em uma fase sem precedentes de sua crise de decomposição. O imperialismo ianque, em particular, que na última década do século XX havia se tornado superpotência hegemônica única, hoje vive um acelerado processo de declínio de sua hegemonia. Esta guerra, portanto, não é uma guerra apenas pelo petróleo; ela é uma guerra em que o Grande Satã, o imperialismo ianque, luta de forma desesperada por tentar conter o declínio de sua hegemonia. Este desespero se expressa também nas suas justificativas para o ataque ao povo e nação venezuelanas, a falsa acusação de “narcotráfico” foi deixada de lado por Trump que revelou de maneira descarada os objetivos reais da presente guerra: “O Hemisfério Ocidental é nosso”.
A frase altissonante do canibal Trump, mal consegue ocultar seu desespero. No final do século XX, com sua patranha anticomunista de “fim da história”, de vitória definitiva do capitalismo, o imperialismo ianque vociferava que o mundo inteiro lhes pertencia. Agora se vangloriam falsamente que são donos de metade do mundo… Para postegar sua crise de decomposição, o imperialismo ianque necessita aumentar, ainda mais, a superexploração do proletariado e o saqueio das riquezas das nações e povos por ele oprimidos; para isto necessita enquadrar todos os gerentes de turno destes, comprometendo-os com estes crimes antipovo e lesa-pátria. Ademais, necessita impedir o acesso das outras potências imperialistas a estas mesmas riquezas, e por isso precisa controlar e impedir ao máximo o acesso de seus contendores, o imperialismo russo e chinês aos países da América Latina. O que Trump revela com seu descaramento arrogante é que o imperialismo ianque necessita do controle total das riquezas da América Latina, para fazer frente a estes seus rivais.
Por um lado, com essa crise de decomposição sem precedentes que vive o sistema imperialista, o imperialismo ianque assiste o decaimento acelerado de sua hegemonia, por outro, ele possui larga experiência na agressão e subjugação de nações e nas disputas interimperialistas. E embora esteja em declínio, ainda segue como superpotência hegemônica única, possuindo mais de 700 bases militares em todo o mundo. É o único imperialismo disposto a realizar ataques militares como este de sequestro do presidente Nicolás Maduro.
No entanto, contra a guerra imperialista insurge-se no mundo a Revolução Proletária Mundial e suas duas correntes: o Movimento Proletário Internacional presente em todos os países, que é a direção, e o Movimento de Libertação Nacional dos povos e nações oprimidas do Terceiro Mundo, que é a base. O Movimento de Libertação Nacional, tem avançando aceleradamente nos últimos anos. O glorioso Dilúvio de Al’Aqsa, extraordinária contraofensiva da Heroica Resistência Nacional Palestina, iniciada em 07 de outubro de 2023, é marca indelével deste desenvolvimento. O Movimento Proletário Internacional, sua vanguarda, o Movimento Comunista Internacional, tem avançado em saltos, logrando inverter a tendência à dispersão e unificando um conjunto importante de Partidos Comunistas maoistas na Liga Comunista Internacional.
O revisionismo ainda detém importante influência nessas duas correntes é a causa principal da dispersão das forças comunistas e de resistência nacional e é o perigo principal para a revolução proletária. Contudo o processo de unificação de todo o campo revolucionário comunista e anti-imperialista já se iniciou. Os fatos a cada dia destroem as mentiras e falsificações revisionistas: como defender o pacifismo ante a tantas agressões sem freio dos imperialistas? Como seguir iludindo o proletariado internacional e os povos do mundo com promessas de libertação por fora do caminho da luta e resistência armadas, sem a guerra popular? Como aplastar a extrema direita e o fascismo a não ser mediante a violência revolucionária? O mundo vive um cenário de explosividade das massas populares sem precedentes, e a invasão ianque na Venezuela atiça ainda mais o levantamento revolucionário das nações e povos oprimidos do mundo e dos trabalhadores dos próprios países imperialistas.
A decomposição sem precedentes do imperialismo e o cenário de explosividade das massas, numa situação revolucionária em todo mundo, de desenvolvimento desigual, mas constante, propiciam e asseguram que o Movimento Proletário Internacional e o Movimento de Libertação Nacional podem crescer através do caminho revolucionário e derrotar o imperialismo em toda a Terra. A experiência do imperialismo em combater a revolução, o caráter relativamente disperso das forças revolucionárias e a ainda significativa influência do revisionismo no seio do povo, por sua vez, condicionam que esta vitória não pode ser rápida: a Revolução Proletária Mundial percorrerá um caminho prolongado até alcançar o varrimento completo do imperialismo e toda reação da face da Terra. Este varrimento será inevitável e já está em curso, o Movimento Proletário Internacional e o Movimento de Libertação Nacional cumprirão o vaticinado pelo Presidente Mao nos anos de 1960: que nos próximos 50 a 100 anos o imperialismo será varrido da face da Terra.
Uma nova grande onda da revolução mundial se iniciou e a história entrou em um novo período de revoluções. Que todos imperialistas e reacionários tremam diante dos novos tempos que se avizinham!
Este é o contexto histórico em que ocorre a invasão ianque à Venezuela. E é exatamente por essa situação que as ações espetaculosas de Trump revelam mais desespero do que força do império em decadência. Embora Trump tenha vociferado que as forças especiais ianques tenham “colocado as botas sobre o terreno na Venezuela”, não puderam fazer isto por mais de 180 minutos. O sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, representa um golpe para a nação venezuelana, mas não representou o fim do regime bolivariano. Não lhe faltam meios militares e econômicos para que Trump ocupasse Caracas e impusesse um regime títere, como fez no Afeganistão e Iraque, no início deste século. Mas por que não o fazem? O imperialismo ianque sabe que se o fizer incendiará a América Latina toda, e o resultado desta comoção seria justamente o oposto de seus objetivos nesta guerra imperialista, que é justamente manter e aprofundar o domínio ianque sobre América Latina e açambarcar exclusivamente para si todas suas riquezas. O que o imperialismo ianque menos precisa neste momento é de um incêndio nos países latino-americanos, considerado por eles como seu “quintal”.
O Dilúvio de Al’Aqsa, de 07 de outubro de 2023, e o ataque ianque a Venezuela, em 03 de janeiro de 2026, são parte de um mesmo e único processo, que é o agravamento sem precedentes da contradição principal da época imperialista entre povos/nações oprimidos e imperialismo. No 07 de outubro, foi o Movimento de Libertação Nacional que assumiu a iniciativa na guerra de libertação e, num processo prolongado, conseguiu destruir o mito de invencibilidade da entidade sionista, ademais de implodir os planos do imperialismo ianque para a região, com os chamados “protocolos de Abraão”. No 03 de janeiro, foi o imperialismo ianque que tomou a iniciativa, e caberá ao povo e a nação venezuelana impor uma Resistência Nacional para derrotar os planos colonialistas do USA. Apenas mediante uma prolongada resistência nacional poderão a nação e povos venezuelanos derrotar os planos do imperialismo ianque.
A posição do presidente Nicolás Maduro, antes do ataque ianque, foi principalmente positiva. Conclamou as massas venezuelanas a se levantarem em armas para resistir a uma possível ocupação imperialista. O governo bolivariano distribuiu armas e treinou milícias populares. Maduro dirigiu-se especialmente ao proletariado internacional conclamando greves operárias em todo o mundo em oposição à sanha imperialista pelos recursos naturais venezuelanos. Após seu sequestro e detenção ilegal, o presidente Maduro se mostrou altivo e confiante na saída do avião ianque; pelos relatos dos monopólios de imprensa, diante do tribunal farsesco afirmou que seguia como presidente da Venezuela e era um “prisioneiro de guerra” do imperialismo ianque.
Dentro da Venezuela, após o impacto inicial da operação de Guerra de Baixa Intensidade, cujo objetivo dos mais importantes para os ianques era justamente abalar o moral das Forças Armadas Bolivarianas e do povo e nações venezuelanos, as massas têm saído as ruas agitando as bandeiras anti-imperialistas e exigindo a libertação imediata do presidente Maduro e de Cília Flores. Os funerais das dezenas de militares, milicianos e civis caídos em combate ou vítimas dos bombardeios, foram cercados de massas populares e do discurso altaneiro da libertação nacional. Os 32 militares cubanos da guarda presidencial, caídos no confronto com as forças especiais ianques, são heróis da luta anti-imperialista que devem ser reverenciados.
O Presidente Mao Tsetung nos ensina que na luta de libertação nacional o maior perigo ideológico, particularmente dentro das forças burguesas, é a “teoria da subjugação nacional”. Esta teoria, difundida pelos setores vacilantes em todas estas lutas, defende que não é possível derrotar o imperialismo pois este é muito mais forte em meios econômicos e militares. Os partidários desta teoria são derrotistas que propugnam o “compromisso” com a potência imperialista invasora, ou então a subjugação a outra potência imperialista para se safar de uma ocupação colonialista. A posição de “trocar de amo”, ou seja, de substituir a dominação de uma potência imperialista por outra, é outra variante desta nefasta teoria da subjugação nacional.
A teoria da subjugação nacional é a típica posição vacilante burguesa nas guerras de libertação nacional e devem ser combatidas com firmeza. Esta teoria se baseia na concepção militar reacionária de que “as armas decidem tudo”. Assim, caracteriza o Presidente Mao a base teórico militar da subjugação nacional:
“Esta é a chamada teoria de que ‘as armas decidem tudo’, teoria mecanicista e ponto de vista subjetivo e unilateral sobre o problema da guerra. Nosso ponto de vista é oposto a esta teoria; não só temos em conta as armas, mas também os homens. As armas são um fator importante na guerra, mas não o decisivo. O fator decisivo é o homem, e não as coisas. A correlação de forças é determinada não pela potência militar e econômica, mas também pelos recursos humanos e pelo apoio popular. (Sobre a Guerra Prolongada, Presidente Mao)
A Heroica Resistência Nacional Palestina (HRNP), seu glorioso Dilúvio de Al’Aqsa, foi a refutação mais contundente, no período recente, da teoria da subjugação nacional e de que “as armas decidem tudo”. Apoiada em uma população de 2 milhões de habitantes, num pequeno território de 50 km², a HRNP desferiu o golpe mais duro contra a entidade sionista e o imperialismo ianque. Apoiando-se principalmente na decisão das massas, na sua criatividade infinita no combate, e contando com o apoio popular que moveriam em todo o mundo, brindaram ao proletariado internacional e aos povos do mundo um exemplo magistral de audácia e espírito de sacrifício.
O povo e nação venezuelanos devem se inspirar neste grandioso exemplo para combater com firmeza e sagacidade a teoria da subjugação nacional. Esta é uma condição indispensável para o avanço da libertação nacional venezuelana. Quanto mais avancem neste sentido, quanto mais se convertam em uma Heroica Resistência Nacional, maior será a comoção e apoio que receberão dos povos do mundo e, em particular, do povo dentro da besta imperialista, isto é, do povo norte-americano, que cumprirá um papel decisivo na luta por socavar desde seus alicerces este império do mal.
A luta em apoio ao povo e nação venezuelanas, a Nicolás Maduro, e ao governo venezuelano na medida em que predomine neste a posição contrária à teoria da subjugação nacional, deve avançar imediatamente no Brasil e em todo o mundo. Assim como o apoio a Palestina avançou de manifestações combativas e massivas contra Israel, o mesmo deve ocorrer em relação à Venezuela. Quanto mais massivas, combativas e violentas sejam essas manifestações de apoio, mais força terá as correntes verdadeiramente patrióticas e anti-imperialistas no interior da Venezuela e de seu governo. É nosso dever e obrigação avançarmos neste sentido, pois o território venezuelano é o nosso território. A invasão à Venezuela é a invasão a toda a América Latina, que junto com os povos do mundo devem se levantar com ódio contra o imperialismo ianque, seus sócios e seus lacaios.
Os planos do imperialismo ianque, do canibal Trump, de assenhorar-se das riquezas venezuelanas sem colocar de modo permanente tropas no terreno, só pode se viabilizar caso triunfe uma quinta coluna na direção do Estado venezuelano. Apenas nessas condições poderia o imperialismo ianque apropriar-se das riquezas naturais do povo venezuelano sem o risco de uma ocupação permanente que incendiaria toda a América Latina. Nesse sentido o combate à teoria da subjugação nacional deve estar ladeado pela decisão de aplastar a quinta coluna internamente. Este aplastamento é estratégico e sem ele não é possível ao governo legítimo da Venezuela mobilizar amplamente as massas contra o imperialismo ianque.
Assim como na Palestina, a luta contra a ocupação israelense é tomada como uma revolução de libertação nacional, pelas forças de sua Resistência Nacional, apenas mediante um processo revolucionário será possível derrotar a tentativa de recolonização da Venezuela pelo imperialismo ianque. Nesse sentido, como parte da mobilização nacional contra o bloqueio criminoso e as chantagens do canibal Trump, é indispensável a aplicação de medidas revolucionárias que impulsionem a economia nacional e, princialmente, a mobilização das massas contra o imperialismo. Assim o avanço de uma Revolução Agrária na Venezuela, que destrua o latifúndio semifeudal e entregue terras para os camponeses pobres sem-terra ou com pouca terra será uma medida estratégica de mobilização nacional. Pois atende à reivindicação histórica das massas camponesas e, ao mesmo, tempo assegura a libertação de forças produtivas dos grilhões da semifeudalidade, aumentando a produção de alimentos e matérias primas que é uma necessidade estratégica numa guerra de libertação nacional que inevitavelmente será prolongada.
O desafio e tarefa mais importante neste momento, mais do que nunca para desenvolver uma poderosa resistência nacional venezuelana, é a de impulsionar a vanguarda proletária maoista no País. Pois só assim, a resistência nacional estará dotada de direção e vértebra de ferro, inquebrantável para empreender a guerra nacional anti-imperialista e para conjurar as tentativas de capitulação dos setores vacilantes que tendem para concertação, levantando alto a bandeira vermelha da Revolução de Nova Democracia. Esta é a tarefa decisiva dos revolucionários e revolucionárias venezuelanas, das parcelas mais avançadas do proletariado e de seu povo.
Com o ataque ianque à Venezuela, em 03 de janeiro, o continente latino-americano foi empurrado para o centro da tormenta da Revolução Proletária Mundial. O heroico povo latino-americano e do Caribe, herdeiro de gloriosas tradições anticolonialistas, antiescravistas, antifeudais e anti-imperialistas, deve avançar em seu processo de unificação revolucionária. Temos um inimigo comum: o imperialismo ianque; temos um passado comum; e também um destino comum: a Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo. Nossos países só serão livres se o imperialismo ianque for destruído; esta libertação só será possível mediante as guerras revolucionárias, mediante a Revolução de Nova Democracia. A luta contra os ianques não será fácil nem rápida; eles possuem meios de guerras gigantescos e grande experiência no combate à revolução; contam com classes dominantes e governos lacaios no continente, financiam traidores com muito dinheiro e propagam teorias derrotistas, capitulacionistas e liquidacionistas de seus aliados revisionistas. Mas são uma superpotência em decomposição e em decadência; contra os ianques se volta o ódio das amplas massas do mundo todo e só mediante o avanço das lutas revolucionárias, em processos que vão do pequeno ao grande, em meio a saltos, poderá este ódio se converter em força material consciente e organizada capaz de derrotar um inimigo que militarmente é superior, mas que está condenado ao lixo da história.
O canibal Trump não pode deter sua sanha sanguinária e rapace. Desencadeou um processo em que buscará subjugar completamente todas as nações oprimidas do continente. Buscará atacar Cuba, dividir o México, controlar a Colômbia; sob a justificativa de combate ao narcotráfico, interferirá cada vez mais no Brasil, buscando impedir o desenvolvimento do movimento revolucionário no campo; tachará organizações como a heroica Liga dos Camponeses Pobres como “narcoterrorista”; interferirá em eleições, desestabilizará governos. Enfim, provocará distúrbios mas fracassará inevitavelmente.
Aos revolucionários, aos democratas e progressistas, cabe preparar-se para este momento que se abre. Abandonar as ilusões, combater a teoria de subjugação nacional e de compromisso com a potência imperialista que nos oprime e domina; avançar com decisão e audácia na luta revolucionária. O imperialismo ianque está desesperado, em meio a este quadro aumentará sua violência e rapina; quanto mais o faça e, sobretudo, quanto mais encontre a resposta contundente do povo latino-americano mais rápida será sua queda final. O combate decisivo contra os ianques se dará na América do Sul entre os Andes e a Amazônia; a batalha final, ocorrerá em seu próprio território, pois será o proletariado norte-americano, as massas pobres daquele vasto país, que honrando as tradições revolucionárias da libertação contra a Inglaterra (1776), da guerra civil contra a escravidão (1865) e da luta pelos direitos civis e contra a guerra no Vietnã, de dentro da besta imperialista, enterrarão definitivamente o Grande Satã. E este dia chegará antes cedo do que tarde!
Viva o povo e a nação venezuelanos!
Abaixo a guerra imperialista!
Viva a guerra popular!
Viva a Revolução Proletária Mundial!
Viva a Revolução de Nova Democracia em toda a América Latina!
Liberdade imediata para o presidente Nicolás Maduro e Cília Flores!
Yankees go home!
Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo
Rio de Janeiro, 05 de janeiro de 2025.





