Tarcisio Freitas: assassino e genocida do povo pobre
Mais uma execução perpetrada pela PM de São Paulo, do governador e oficial do exército reformado Tarcísio Freitas e do assassino confesso e secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite, veio a tona no dia 06 de agosto com a publicação do vídeo da câmera corporal de um dos soldados envolvidos no assassinato do morador de rua Jeferson de Souza no dia 13 de junho de 2025.
Os PM’s, o 1o tenente Alan Wallace dos Santos Moreira e o soldado Danilo Gehrinh, apoiados por diversos comparsas de farda, executaram a queima roupa, com três tiros de fuzil, embaixo de uma ponte no Brás, região central da capital, o morador de rua Jeferson de Souza. Ele estava rendido sob a mira de fuzis e não impôs nenhuma resistência, como alegou seus assassinos.
O vídeo deixa claro que foi uma execução. Jeferson é rendido, cercado e conduzido até atrás de uma coluna do viaduto para esconder o crime das câmeras de vigilância da rua. O soldado Danilo Gehrinh em diversos momentos tenta tampar a lente da câmera. Jeferson suplica por sua vida, chora, os policias o fotografam e enviam a foto para alguém, parecendo um procedimento para reconhecer a vítima, que estende as mãos para frente para ser algemado e é alvejado por três disparos de fuzil. Assim ceifam a vida de mais uma pessoa do povo pobre de nosso país de forma covarde.
Os cães de guarda do velho Estado assassinos foram presos no dia 22 de julho, após o Ministério Público de São Paulo ter acesso às imagens, que revoltantes e incontestes. Segundo o promotor Enzo de Almeida, da 4a vara do juri, “É certo que os denunciados Allan Wallace e Danilo, policiais militares no exercício de suas funções, agiram impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito por mero sadismo e de modo a revelar absoluto desprezo pelo ser humano e pela condição da vítima, pessoa em situação de vulnerabilidade social”.
Os fatos revelam que os grupos de extermínio surgidos com a conformação da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, mais conhecida como Rota, criadas em 1970 para reprimir os comunistas e revolucionários que se levantaram contra o regime militar fascista, seguem operando. Esse grupo especial de assassinos por anos executou milhares de pessoas e segue executando, como ficou evidente até mesmo na execução de um também policial, porém civil, que foi confundido como “bandido” por ser preto numa favela em São Paulo. O policial civil Rafael Barreto foi assassinado pelo PM da Rota Marcus Mendes, o que deixa evidente a doutrina reacionária da corporação de primeiro atirar e executar, depois perguntar o nome, pois para eles todo pobre preto e favelado é bandido. Esta é uma vez mais reprodução do reacionário slogan do facínora ex-capitão da Rota, Conte Lopes, hoje deputado estadual pelo PL, de que “bandido bom é bandido morto”, para justificar a longa trajetória de execuções como parte de uma política estatal fascista de extermínio e genocídio aplicado pelas diversas corporações policiais.
O fato impactou a opinião pública, pois os monopólios de comunicação no país não tiveram como ocultar o ocorrido e o vídeo viralizou na internet, gerando grande comoção social.
Jeferson era gente de nosso sofrido povo. Era natural de Craibas, município no interior de Alagoas, e deixou a cidade em 2019, após a morte de sua mãe. Em São Paulo trabalhou em pizzarias, mas depois, desempregado, foi obrigado a morar nas ruas, como tantos homens e mulheres pobres em nosso país. Atualmente existem no Brasil 335 mil pessoas morando nas ruas (dado subestimado), segundo dados do CadÚnico. O número cresce a cada ano. Jeferson era um severino, filho de Maria, como tantos anônimos filhos de nossa pátria e nosso povo, imigrante, que foi para São Paulo em busca de uma vida melhor e de seus sonhos e teve sua vida ceifada por esse velho Estado reacionário burguês-latifundiário serviçal do imperialismo, principalmente ianque.
Em 2025, a violência policial, só no estado de São Paulo, teve um crescimento de 61,31%. O Rio de Janeiro teve um aumento de 34,4%. Doze estados tiveram alta de letalidade. A violência policial mata 17 pessoas por dia no país!
Enquanto chorarem apenas as mães, avós, esposas, filhos e filhas do povo pobre, devido a essa política de extermínio, mais e mais pessoas seguirão sendo executas por estes sanguinários. Não é por acaso que o governador Tarcísio Freitas é um entusiasta do horrendo genocídio praticado por Israel contra o heroico povo Palestino em Gaza! É por isso que dizemos: Rebelar-se é justo! O povo tem todo o direito de praticar a violência revolucionária contra seus inimigos de classe. Todos esses crimes cedo ou tarde serão vingados!
https://www.youtube.com/watch?v=Hj5ryn8JymM





