Destaques Geral

Terrorismo de Estado: governo genocida de Cláudio Castro promove a maior chacina da história recente do país

Assassinos! Terroristas! Esse é o grito que ecoa nos corações e mentes de milhares de moradores das favelas e periferias das grandes cidades, especialmente das mães e parentes que tiveram seus entes queridos assassinados de forma brutal pela polícia terrorista desse governo da extrema direita genocida de Cláudio Castro (PL) no dia 28 de outubro passado na Cidade do Rio de Janeiro.

121 mortos confirmados até agora, 113 pessoas presas. Cabeças decapitadas, amarradas em árvores, corpos dilacerados com dezenas de tiros, tiros na nuca, facadas nas costas, marcas de tortura e execução sumária. Esse é o resultado da operação considerada pelo governador Cláudio Castro como “um sucesso”, realidade essa escancarada pelas massas do Complexo da Penha e do Alemão, que resgatou os corpos dos seus na mata e os estendeu enfileirados numa praça a céu aberto, para que todos pudessem ver o tamanho da barbárie, num gesto de profunda indignação e ódio de classe.

Quais corpos pudemos ver? A imensa maioria dos mortos são homens jovens pretos, pessoas com menos de 30 anos de idade, os mesmos que são executados sistematicamente por todo o país nas favelas e periferias das grandes e médias cidades, com essa que é a continuidade da política de genocídio e extermínio do povo preto, política que vem desde a escravidão e perpassa os sistemas de governo e gerentes de turno do velho Estado, pois é política de Estado, desse Estado podre reacionário, essa máquina de moer o povo pobre que existe em nosso país.

O arquirreacionário governador Cláudio Castro comemorou a operação como “um duro golpe, a certeza de que a polícia está preparada para enfrentá-los”, se referindo à organizações do tráfico de drogas que atuam nas favelas e periferias do Rio de Janeiro. Cláudio Castro tem em seu currículo operações policiais em favelas do Rio que somam 181 mortes confirmadas em apenas um ano (levantamento do Instituto Fogo Cruzado com o Grupo de estudos sobre a violência da UFF). Esta chacina superou em muito as maiores da história, como a do Complexo do Alemão (2007) com 23 mortos e a do Jacarezinho (2021) com 28 mortos, essa última já sob o comando de Cláudio Castro. É a maior de todas em extensão, brutalidade e número de mortos, presos e feridos. Foi mobilizado um contingente de 2500 policiais militares, civis e do Bope, esse grupo de hienas sanguinárias, que receberam carta branca para matar nosso povo.

O genocida Cláudio Castro, governador do estado do Rio de Janeiro.

Com a máscara de “guerra às drogas” e de combater as organizações do tráfico, o velho Estado promove o terror contra as massas, numa política continuada de criminalização da pobreza. Essa juventude que se envolve com o tráfico, lançada muitas vezes na criminalidade por completa falta de perspectiva de vida e, muitas outras, por sobrevivência mesmo, é alvo permanente da política de extermínio do velho Estado. O crime é resultado direto da miséria e ausência de perspectivas geradas por esse sistema apodrecido, nenhuma lei de “segurança” nunca protegeu o povo e nenhuma repressão jamais destruiu o crime. Este permanecerá e crescerá na medida em que se prolongue a existência desse sistema imperialista podre e caduco. Somente será extirpado quando essa sociedade que o produz for destruída por completo e quando, sob ela, se erga uma nova sociedade, sem miséria, sem exploração e sem opressão. Logo, sem tantos efeitos colaterais que ela mesma produz. As atrocidades cometidas pelo Estado só alimentam o ódio das crianças que, logo ao se tornarem jovens, e sem perspectiva revolucionária, se alistam nas organizações delinquentes para desaguar sua ira contra o Estado e as forças policiais com armas nas mãos.

Sob o lema de “bandido bom é bandido morto”, há décadas a extrema direita sanguinária busca ganhar a opinião pública através dos monopólios de comunicação, com a Rede Globo à cabeça, para suas políticas genocidas. As pessoas, principalmente da pequena burguesia (classe média), amedrontadas pela criminalidade crescente na sociedade e iludidas com essas políticas propagandeadas como de “segurança pública”, acabam se enganando de que existe alguma intenção sincera desses governos de combater a delinquência e a criminalidade. Vamos a alguns fatos: Esse ano, o ex-policial federal Josias Nascimento, maior traficante de armas do Brasil, importou por 7 anos mais de 2000 fuzis dos EUA para o Rio de Janeiro. Carlos Almeida, sargento do exército reacionário, foi considerado o maior armeiro do tráfico de drogas do Rio de Janeiro. O ex-policial do Bope Ronny Pessanha cobrava 1,5 mil por hora para treinar traficantes no RJ. Nos últimos 10 anos foram furtadas mais de 26,4 mil munições de uso restrito do exército de dentro dos quartéis. Isso para citar apenas alguns fatos que vieram a tona, entre tanto outros escondidos e acobertados. Estes citados sim, são parte da medula desse velho Estado reacionário, são os verdadeiros bandidos que há mais de um século cometem crimes hediondos contra a nação e o povo.

Todos sabemos que as drogas que servem de pretexto para essa política de genocídio e extermínio entram no país pelas rotas controladas pelas polícias e pelas Forças Armadas. Os lucros do tráfico são lavados por bancos e empresas da grande burguesia e do latifúndio. Os verdadeiros chefes do tráfico não moram em favelas e sim em grandes condomínios de luxo, frequentam a “alta” sociedade, financiam políticos, são protegidos pelo sistema judiciário, e quando um é preso, não é por consequência de combate a criminalidade entre os poderosos, e sim por esse ser um modus operandi destes para enfraquecer um grupo e fortalecer outro.

Josias e Almeida são, ambos, moradores de condomínios de luxo de alto padrão. Ambos, um policial federal e um sargento do exército reacionário, grandes traficantes de armas e de drogas. Habitam e frequentam os lugares que, esses sim, são o antro de traficantes e bandidos responsáveis por essa mazela que assola nossa sociedade, que são as drogas. Agora perguntamos: Quando a polícia federal fez operação em suas casas, entrou chutando a porta, batendo, dando tiro, torturando e matando? Claro está, e isso todos sabem, que não! Entraram pedindo licença e conduzindo gentilmente os presos. Dois pesos, duas medidas. E porquê? Porque esse Estado é um Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçal do imperialismo. Para as classes dominantes, democracia, para as classes exploradas e oprimidas, eles só podem aplicar a violência reacionária e brutal, por isso são tão odiosos e impiedosos com o povo pobre!

Foi o mesmo Cláudio Castro, esse governo de extrema-direita abertamente anti-povo, que diz combater a criminalidade e garantir a segurança pública, quem reintegrou 144 policiais que haviam sido expulsos da corporação por corrupção e envolvimento com grupos paramilitares. Paladinos da “segurança pública”, hipócritas!

Como justificar o injustificável? O Brasil, pelo menos segundo sua legislação, não tem pena de morte. Portanto, as execuções são extrajudiciais, ou seja, o velho Estado viola as leis que ele mesmo promulga, o que comprova, uma vez mais, a falsa democracia dessa caduca república. O Estado julga e executa. A justiça é uma falácia! Mesmo que fossem todos “bandidos”, o que seguramente não é verdade, pois a polícia transformou a favela numa praça de guerra e feriu e matou várias pessoas inocentes, não seria o correto serem presos e responderem por seus crimes? Onde está escrito que a polícia pode sair matando as pessoas a seu bel prazer? São sim genocidas impiedosos, bandidos de farda, chupa sangue do nosso povo. Matar, matar e matar! Esse é o lema dessas corporações policiais doutrinadas com uma ideologia anti-povo, racista e reacionária.


Aplicando a tática eleitoreira adotada pelos políticos da extrema-direita, a falsa esquerda, em meio a esse fato macabro, se lançou a apresentar seus projetos de recrudescimento do aparato repressivo do velho Estado. O pelego mor Luiz Inácio assinou o projeto da chamada lei anti-facção, que iguala as “organizações criminosas” a “organizações terroristas”. Essa lei, por exemplo, estabelece que crimes de pessoas supostamente faccionadas serão penalizadas com maior rigor, inclusive suprimindo o direito de progressão de pena de condenados, o que é previsto em lei atualmente. Desta forma, incrementa a repressão sobre o povo pobre e movimentos populares, pois qualquer um que cometer algum crime em áreas onde exista atuação de organizações “criminosas” ou delinquentes, poderá ser acusado de ser faccionado e ter suas penas agravadas. O silêncio cúmplice do governo federal diante da chacina se transformou agora em ação institucional. Foi nesse esteio reacionário que o governo de coalizão reacionária de Lula/Alckmin se juntou a Sérgio Mouro para sancionar uma lei que fortalece o poder de repressão dessas mesmas tropas assassinas, assegurando ainda mais proteção aos membros das instituições repressivas do judiciário, ministério público e forças policiais. Ora, nunca será esquecido que a lei anti-terror, que criminaliza também movimentos sociais, é da lavra desse mesmo partido oportunista eleitoreiro (PT), sancionada por Dilma para criminalizar e ameaçar a juventude combatente e suas organizações que se levantaram em junho de 2013.

Mas as massas, uma vez mais, não se amedrontaram! Reagiram e ergueram barricadas por toda a cidade, colocando fogo em pneus e interditando vias, fazendo saques a supermercados e cargas em caminhões de transportadoras. Os moradores protestaram no local da mata onde os corpos foram encontrados, estendendo a faixa “Cláudio Castro: assassino terrorista”. As mães e familiares tomaram as ruas do Complexo do Alemão, ergueram faixas e levantaram suas bandeiras vermelhas. Manifestações de repúdio e apoio aos familiares estão sendo convocadas por todo o país. As massas clamam por justiça e denunciam que não tem paz dentro das comunidades. Num gesto de profunda indignação e ódio de classe, os moradores da Penha e do Alemão estenderam os corpos de seus entes queridos sob a luz do dia na Praça São Lucas no Complexo da Penha para mostrar para o mundo o tamanho da barbárie. O forte odor de sangue na mata e a imagem estarrecedora que correu o mundo lembram as imagens chocantes do massacre do Carandiru (1992) em São Paulo. Ecoou pelos 4 cantos do globo o grito por justiça!

Cláudio Castro, como um bom simpatizante de Natanyahu, trouxe Gaza ao Rio de Janeiro. A ele, como a seu mestre, restará apenas o lixo da história como mais um genocida! As massas de trabalhadoras e trabalhadores das favelas cobrarão cada gota de sangue de seus entes queridos. Rebelar-se é justo contra toda injustiça perpetrada pelo velho Estado, e somente as massas se armando e sob direção do proletariado revolucionário poderão de forma consciente e organizada canalizar sua ira e opor à violência reacionária com a violência revolucionária. Rebelar-se é Justo! As massas é que fazem a história!

Fazemos do grito de revolta das mães, familiares, amigos, de todos os moradores das favelas e periferias do Rio de Janeiro e de todo o país o nosso e afirmamos: Esses crimes não ficarão impunes! Mais cedo ou mais tarde a justiça do povo será feita e esses criminosos pagarão caro, um por um, por seus crimes hediondos. Esse velho Estado putrefato reacionário, parte por parte, será colocado abaixo através de uma revolução de nova democracia ininterrupta ao socialismo, rumo ao luminoso comunismo, onde as massas poderão alcançar a tão sonhada paz.

Abaixo o terrorismo de Estado contra o povo pobre das favelas e periferias das grandes cidades!

Cláudio Castro: assassino terrorista!

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *