8 de Março Atividades

PA: Encontro do Movimento Feminino Popular celebra o 08 de março e os 70 anos da dirigente revolucionária Sandra Lima no sul do Pará

Em março último se realizou no sul do Pará um Encontro do Movimento Feminino Popular em celebração ao 08 de março: Dia Internacional da Mulher Proletária e em homenagem aos 70 anos do nascimento da dirigente revolucionária, fundadora do MFP, Sandra Lima. O Encontro contou com cerca de 20 ativistas do MFP, camponesas, professoras, estudantes universitárias e secundaristas e com o apoio de companheiros da Liga dos Camponeses Pobres no cuidado da creche e da alimentação.

O espaço estava ornamentado com uma grande faixa com os dizeres “Viva o 08 de março: Dia Internacional da Mulher do Povo!”, as bandeiras do MFP e da LCP, a bandeira da Palestina e todas as participantes levavam lenços vermelhos ao redor do pescoço. O Encontro se iniciou em alto nível com o canto do Hino A Internacional pelas participantes, seguido de uma palestra de uma dirigente do MFP na região em que foram prestadas homenagens à companheira Sandra Lima, fundadora do MFP e grande dirigente revolucionária de nosso país que faleceu em 2016 em decorrência de um tumor e ao companheiro, diretor-geral do Jornal A Nova Democracia, professor Fausto Arruda, que faleceu em 19 de fevereiro último.

Em seguida, a companheira do MFP expôs sobre a origem do dia da mulher proletária, celebrado desde 1910 por proposição da grande dirigente comunista Clara Zetkin na II Conferência de Mulheres Socialistas e, desde 1917, celebrado no dia 08 de março em homenagem à grande passeata de dezenas de milhares de mulheres russas que levou a maior desenvolvimento a situação revolucionária que culminou com a Grande Revolução Socialista de Outubro. Passou, então, a expor sobre a situação política internacional, abordando a situação de crise geral de decomposição do imperialismo que vêm se agravando nas últimas décadas e que se inicia um Novo Período de Revoluções no mundo, dentro do qual destacamos o assassinato em cárcere do Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru, em 2021, como marco, junto da ofensiva da heroica Resistência Nacional Palestina, com o Dilúvio de Al-Aqsa, e as Guerras Populares em curso como seus grandes expoentes.

Também foi abordada a situação política nacional, demonstrando como, desde 2013, o país se encontra em uma situação revolucionária em desenvolvimento desigual, dentro do processo de crise geral de decomposição do capitalismo burocrático. Que diante do levantamento das massas em junho e julho de 2013, os governos passaram cada vez mais à tutela do Alto Comando das Forças Armadas, e que vem se aprofundando sucessivamente a crise institucional, política, militar, econômica e moral da sociedade brasileira, dentro da qual o povo têm sido alvo das mais draconianas medidas de arrocho, enquanto o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo se batem por manter seus elevados lucros e rendimentos. Que a situação no campo brasileiro é das mais explosivas, com a atuação combativa e consequente de diversos movimentos de luta pela terra, ressaltando o chamado da Liga dos Camponeses Pobres à resistência contra os despejos e autodefesa armada das tomadas de terra, apontando a necessidade da luta armada revolucionária para realizar a pendente Revolução de Nova Democracia em nosso país.

Por fim, a companheira abordou o problema da origem da opressão feminina, que está atrelada a origem das classes e da sociedade de classes, que, por isso, as classes dominantes propagam o falso princípio da natureza feminina deficitária e buscam excluir as mulheres da luta política ou lançá-las nas ilusões oportunistas, burguesas e pequeno-burguesas, de que a luta das mulheres é contra os homens de sua própria classe e de que basta que haja mais mulheres das classes dominantes envolvidas na política eleitoreira, ocupando cargos no “poder político”, para que a opressão feminina seja superada. Conclamou as companheiras a tomar parte ativa na luta política, na luta pela terra, pelos direitos e pela Revolução de Nova Democracia.

Em seguida, todas as companheiras da plenária se pronunciaram expondo sobre a situação de carestia que enfrentam diariamente em decorrência da crise econômica, da falta de emprego e, principalmente, da falta de terra para viver e trabalhar. Denunciaram o descaso de governos locais com a saúde e educação, os preços abusivos dos aluguéis, tarifa de água e energia, tomaram posição pela luta pela terra e pelos direitos pisoteados. Em clima de grande combatividade, as companheiras entoaram o Hino do Movimento Feminino Popular e diversas consignas de luta.

Ao final, os companheiros que estavam no apoio, as crianças da creche e algumas companheiras apresentaram uma bela peça teatral em homenagem aos 70 anos do nascimento da grande companheira Sandra Lima, nomeada de “Sandra Lima e a Revolução Agrária”, destacando sua fundamental participação na ruptura com o nacional-reformismo em 06 de março de 1995 – dia em que completou 40 anos – e o legado que deixou com a formação de centenas de ativistas, homens e mulheres, revolucionários que continuam sua luta, como ficou expresso na cena final que encenou a Batalha de Barro Branco, destacando o exemplo combativo das mulheres do povo envolvidas. Muito animados, todos entoaram consignas em defesa da Revolução Agrária e da luta das mulheres contra a opressão feminina, encerrando o encontro em alto nível de combatividade e espírito de unidade.

Viva o 8 de março: Dia Internacional da Mulher Proletária!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

Sandra Lima e Fausto Arruda: presentes na luta!

Viva a Revolução Agrária!

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